A agenda ambiental para a indústria depois da COP30
27/01/2026
Passada a COP30, a conferência ambiental global realizada no Brasil em 2025, quais as consequências a serem monitoradas para os diversos setores da indústria? A agência Eixos listou cinco pontos sobre transição energética que devem ter desdobramentos relevantes de 2026 em diante. São eles:
Mapa do caminho para longe dos combustíveis fósseis
A proposta do roadmap não entrou no documento final do evento de Belém, mas o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, assumiu a missão de elaborar esse roteiro, que deve ser apresentado até a COP31, que será realizada na Turquia. Ainda no primeiro trimestre deste ano, o governo brasileiro deve anunciar suas diretrizes, além de um fundo para a transição energética.
Taxa de carbono para navios e política para combustíveis sustentáveis
O transporte marítimo internacional havia fechado em abril passado um acordo para a taxação das emissões e a transição rumo a combustíveis sustentáveis, mas ele foi barrado meses depois por pressão do governo americano. O assunto retornará à pauta da Organização Marítima Internacional em 2026.
Corrida por minerais críticos
A corrida por minerais críticos e estratégicos para a transição energética e a digitalização está aquecendo debates sobre os limites dos oceanos. Enquanto a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, em inglês) discute um código de mineração para regular a exploração mineral em águas profundas, cresce a pressão por uma proibição ou moratória da prática. Em terra, a China chegou a proibir a exportação de seus minerais raros, voltando atrás alguns meses depois. No Brasil, espera-se um marco legal para a exploração desses minerais.
Acordo Mercosul-União Europeia
Os minerais estratégicos também estão na mira do acordo, que vem sendo negociado há mais de duas décadas.
Data centers e IA
A discussão sobre a criação definitiva do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) ficou para este ano, junto com a definição de um marco legal para a inteligência artificial. Um projeto já foi aprovado pelo Senado, mas a versão final depende de acordo dentre governo e congresso.
O economista Rogério Studart, ex-diretor do Banco Mundial pelo Brasil, também publicou um artigo analisando iniciativas que foram iniciadas na COP30 e que devem ter próximos passos ao longo do ano.
E a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou um caderno especial sobre os desdobramentos da COP30 que devem ser acompanhados nos próximos anos. Ele pode ser baixado gratuitamente aqui.
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