Esforços conjuntos para um horizonte melhor

08/11/2019

Por Raphael Matta*

Examinar o horizonte futuro de curto prazo da indústria nacional significa, sobretudo, entender que há muitos desafios pela frente. Da macroeconomia ao cenário externo, passando por tecnologia e gestão de pessoas, o setor necessita se capacitar para avançar de maneira mais acelerada e, principalmente, sustentável. É fato que dificuldades proporcionam oportunidades e, diante do contexto desafiador, larga na frente quem está devidamente preparado.

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início de outubro apontam que produção industrial do país conseguiu interromper, em agosto, três meses de queda no indicador, avançando 0,8% frente ao mês anterior. Outro conjunto de dados, dessa vez da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também trouxe alento ao setor.

Primeiro, a utilização da capacidade instalada da indústria avançou em agosto 0,1 ponto percentual em relação a julho, voltando a superar 78%, na segunda elevação seguida do indicador. Segundo, as horas trabalhadas na produção subiram, interrompendo uma sequência de três meses de queda.

Já no front macroeconômico, o fantasma da recessão se dissipou com a alta de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre. O desempenho, acima das projeções do mercado, demonstra que o fundo do poço parece ter ficado realmente para trás. Além disso, a política de juros adotada pelo governo abre a porta para a tomada de crédito e, por consequência, o estímulo ao consumo, passo decisivo para a retomada da indústria.

Apesar dos avanços recentes, incerteza ainda é uma palavra que habita a cabeça de todas as empresas brasileiras. Vital para o crescimento do país, a agenda de reformas econômicas segue um percurso mais lento do que se projetava inicialmente. Em paralelo, no front externo, a guerra comercial entre Estados Unidos e China traz instabilidade para o comércio internacional, potencialmente impactando as exportadoras nacionais.

Em meio a esse cenário, foco em eficiência e produtividade é algo crucial e o aprimoramento dos processos por meio do investimento em tecnologia é chave para este objetivo.

Disseminar e implementar os conceitos e pilares da Indústria 4.0 são um passo importante para elevar a competitividade das manufaturas. Não basta, contudo, parar aí, já que de nada adianta ter equipamentos de última geração se não há profissionais habilitados para operá-los. Então, mesmo nessa era de transformação tecnológica, pessoas continuam como um fator decisivo.

Recém-divulgado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o estudo Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 reitera esse olhar e, ao mesmo tempo, impõe um desafio à indústria nacional. Segundo o levantamento, o Brasil precisará qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais – em diferentes níveis – até 2023.

A pesquisa mostra ainda que profissões ligadas à tecnologia estão entre as que mais vão crescer nos próximos anos. Segundo o Senai, a ocupação de condutor de processos robotizados terá a maior taxa de crescimento percentual (+22,4%) no número de vagas criadas, contra 8,5% da média de todas as demais posições.

Para especialistas, algumas competências serão essenciais para o trabalhador da indústria. De cara, multidisciplinaridade é uma delas, visto que funções transversais, que permitem ao profissional trabalhar em diferentes segmentos industriais, terão elevada demanda. Outras competências valorizadas são espírito colaborativo, orientação à inovação, comunicação e capacidade de solucionar problemas complexos.

Olhando tudo isso em perspectiva, conclui-se que o cenário desafiador força a industrial nacional a evoluir, desenvolver novos e melhores processos, bem como investir em equipamentos e pessoas, ou seja, direciona a um crescimento mais sustentável, visando às demandas futuras do mercado e da sociedade como um todo.

A Mobil atua lado a lado com o setor nesta tarefa. Mais do que fornecer produtos de avançada tecnologia para atender aos requisitos atuais dos equipamentos, também ofertamos serviços especializados e personalizados por meio de um time de especialistas. Por fim, também estamos sempre presente para apoiar e contribuir para a capacitação dos times dos nossos clientes. Os ganhos e avanço devem ser sempre de todos.

* Raphael Matta é coordenador de Marketing da Moove

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