Leilão de projetos de transmissão no final de 2019 atrai R$ 4,2 bi em investimentos

21/01/2020

Realizado no final de 2019, leilão de concessões para novos projetos de transmissão de energia teve avaliação positiva para parte do governo federal. Além de ter alcançado propostas para todos os empreendimentos ofertados, o certame deverá gerar investimentos de até R$ 4,2 bilhões no setor. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cada lote teve, média, 10 empresas participando das disputadas, marca histórica no segmento.

Principal destaque da licitação, a Cteep, controlada pelo grupo colombiano ISA, arrematou três dos 12 projetos em jogo. Já a Neoenergia, da espanhola Iberdrola, também levou um. Empresas de engenharia e de construção também tiveram forte presença no certame, confirmando as boas expectativas de atratividade prevista por especialistas.

A intensa disputa entre investidores pelos contratos para a construção e futura operação dos empreendimentos levou a um deságio médio de 60,3% na receita a ser recebida pelas empresas em relação ao teto estabelecido para cada lote, desempenho recorde, portanto, bem acima das expectativas.

Veja alguns dos participantes

Além de Cteep e Neoenergia, também se sagraram vencedoras no leilão a Zopone Engenheria, que levou um lote sozinha e outro por meio do consórcio Norte, junto à Sollo Participações; o consórcio VSF Transmissoras, formado por kf Participações e JAP Participações (também com dois lotes); e as empresas Barolo Participações e Engepar, com um projeto cada.

Além dessas companhias, elétricas como Equatorial, Energisa, Cemig, Taesa e a chinesa State Grid e sua controlada CPFL chegaram a apresentar lances no certame, mas passaram em branco em meio à acirrada disputa.

Os empreendimentos licitados precisarão ser concluídos em prazos de 36 a 60 meses após a assinatura dos contratos. Para saber mais, acesse https://bit.ly/2FC17RJ.

Estudo da ABDI indica maior uso de tecnologia na indústria

Mais de 60% das indústrias nacionais aumentaram o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) nos últimos cinco anos. No caso das empresas classificadas como intensivas em trabalho, esse número aumenta para 70,2%. Além disso, 77,3% delas acreditam ser possível o surgimento, nos próximos cinco anos, de um novo perfil nas habilidades do trabalhador, devido ao uso de TIC. Os dados, divulgados no final de 2018 e referentes ao terceiro trimestre do mesmo ano, integram a última edição da última Sondagem de Inovação, produzida pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Encomendada à Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo abrange indústrias com pelo menos 250 funcionários. Melhorar a qualidade dos produtos e serviços existentes, bem como a organização do trabalho ou procedimentos de trabalho, é apontado pelos entrevistados como os principais motivos para conduzir os investimentos em TIC, revela ainda a pesquisa. “Esse resultado mostra a mudança no perfil das empresas diante do cenário da transformação digital. Apenas 6,6% das empresas responderam que não acreditam em mudanças no perfil do trabalhador num período de cinco anos”, avalia Rogério Araújo, coordenador de Planejamento e Inteligência da ABDI.

Mais resultados

A sondagem da ABDI também perguntou às indústrias quais habilidades são importantes para seus funcionários. Três fatores foram citados por mais de 70% das 318 empresas respondentes neste quesito: comunicar-se por e-mail; criar uma planilha; e fazer a integração de soluções para criação de ferramentas voltadas para o aumento da produtividade. Habilidades como uso de robôs programáveis e programação de robôs foram citadas por menos de 30% das empresas ouvidas. Comunicar-se por e-mail foi a habilidade mais citada, tanto por indústrias de alta intensidade, quanto de baixa (75% e 74,9%, respectivamente).

Em relação a investimentos em inovação, o estudo registrou que, nos dois últimos trimestres, há tendência crescente de aumento de gastos com P&D das empresas. Entre o segundo e terceiro trimestres de 2019, a parcela das indústrias que gastaram mais com inovação passou de 21,9% para 29,7% – maior percentual desde o os primeiros três meses de 2012 (30%). O crescimento dos gastos ocorre no segmento ligado ao agronegócio e na transformação da estrutura produtiva.

Para ter acesso a mais dados da Sondagem de Inovação, vá até https://bit.ly/2RgtFGY

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