Mais eficiência energética, mais competitividade

02/09/2019

Por Raphael Matta*

Extenso e continental, com clima e relevo favoráveis, o Brasil é não só autossuficiente, mas também destaque mundial na produção de energia. Essa notoriedade é reforçada pelo fato de que, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o país tem 42,9% de sua matriz energética oriunda de fontes renováveis, percentual muito superior à média mundial, de apenas 1,4%.

Hoje, de acordo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil soma 165,8 GW de potência instalada e outros 22,8 GW serão adicionados à capacidade de geração do país nos próximos anos, provenientes de plantas em construção e projetos aprovados e não iniciados (dados de agosto de 2019). E, apesar de toda essa potência, o Brasil vive um paradoxo: o custo atual da energia elétrica no país é um dos mais elevados do mundo, ficando à frente de outras nações industriais relevantes como os Estados Unidos e a Alemanha, que têm preços 127,3% e 9% mais baixos, respectivamente.

Maior consumidora de energia elétrica na economia brasileira, com uma fatia de 41% do total gerado no país, a indústria vê sua competitividade afetada em função das altas tarifas, que cresceram nos últimos anos. Não à toa, os custos com energia chegam a representar até 40% dos gastos totais de pequenas e médias indústrias nacionais, estima a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Diante desse cenário de altos custos com energia, o setor industrial se vê impelido a buscar mais eficiência energética para elevar margens de lucro e a competitividade. E ele já se movimenta nesse sentido. No mundo, especialmente na Europa e na América do Norte, a indústria já adota a ISO 50001, certificação que trata da gestão da energia, com resultados em eficiência energética. Cerca de 20 mil certificados foram emitidos até o final de 2016, segundo a ISO Survey.

No Brasil, alguns segmentos já produzem sua própria energia, visando redução de custo, e utilizam resíduos do processo na geração, buscando mais eficiência, chegando a vender o excedente de energia para a rede. O setor sucroalcooleiro, por exemplo, utiliza os resíduos da cana-de-açúcar (bagaço, palhas e pontas, vinhaça e torta de filtro) para a geração de energia e a biomassa da cana já representa 8,2% da matriz energética. A indústria siderúrgica, segmento que faz uso intensivo de energia, faz uso dos gases do alto forno e da coqueria para complementar a geração. E mesmo a indústria de papel e celulose tem obtido sucesso na produção de energia a partir de biomassa, com a queima do cavaco de madeira.

Nesse contexto, os lubrificantes também podem gerar benefícios interessantes pela redução do consumo de energia em determinados equipamentos, como sistemas hidráulicos e caixas de engrenagens, por exemplo, e em motores, pela redução do consumo de combustível, ou seja, podem interferir diretamente na produtividade da planta. Para tal, são necessários produtos de alto desempenho e com propriedades específicas, que protegem os equipamentos e proporcionam menores perdas durante a operação, contribuindo para a eficiência energética do sistema.

Visto que o custo da energia no Brasil é altíssimo e representa um desafio para a indústria, a MobilTM tem o compromisso de ser parte da solução e está preparada para apoiar seus clientes nos projetos com foco em eficiência energética, contando com uma linha de lubrificantes de avançada tecnologia, serviços especializados e um time de especialistas. Venha conhecer mais.

* Raphael Matta é coordenador de Marketing da Moove

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