O avanço da cabotagem no Brasil

06/03/2026

A navegação de cabotagem, aquela que liga dois portos localizados no mesmo país, está em alta no Brasil. Apontada como uma alternativa mais barata ao transporte rodoviário de grandes distâncias, ela costumava ser uma opção menos utilizada, principalmente em função de dificuldades de infraestrutura. Mas, depois dos investimentos em portos, especialmente em terminais privados, nos últimos anos, esse segmento tem chegado a um crescimento significativo. Entre as empresas filiadas à ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem), o volume de contêineres transportados de um porto a outro no Brasil cresceu 23,6% no ano passado, atingindo 1,92 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner padrão de 20 pés).  

O crescimento foi de 15% no transporte de cargas inteiramente doméstico e de 32% no segmento de feeder, no qual navios menores recebem a carga importada dos grandes transatlânticos em portos que funcionam como hubs e, a partir daí, fazem a distribuição para diferentes portos dentro do país.  

Esse resultado é o maior destaque dentro de uma tendência de crescimento do transporte marítimo como um todo. No ano passado, os portos brasileiros tiveram um aumento de movimentação de 6,1%, atingindo um volume total de 1,6 bilhão de toneladas, e seguem em uma tendência de alta (apenas no mês de dezembro, o volume cresceu 14,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior). O ganho foi mais acentuado nos chamados TUPs, os terminais de uso privado, que registraram um crescimento de 7%, contra 4,5% nos portos públicos. O maior volume transportado refere-se às exportações do agronegócio, e o porto com maior movimentação continua sendo o de Santos, que movimentou, entre importação, exportação e cabotagem, 142,8 milhões de toneladas.   

O emprego da cabotagem tem ampliado o abastecimento, reduzido custos logísticos e integrado a produção regional aos principais mercados do país, segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). De acordo com os dados da agência, entre janeiro e novembro de 2025, a modalidade de navegação movimentou 10,8 milhões de toneladas na região Norte. A expansão na região deve-se principalmente ao transporte de bauxita e de contêineres, que cresceu 8,25%. 

Saiba mais sobre o assunto nos links de CarboneEJCPortos e Navios (restrito a assinantes), A Tribuna e Agência Brasil.  

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