Quatro cenários para IA nas indústrias
07/01/2026
Antes de pensar se a inteligência artificial (IA) vai aumentar ou diminuir o número de vagas de emprego em sua companhia, os líderes das empresas precisam considerar quatro diferentes cenários de interação entre humanos e IA. Enquanto algumas funções humanas serão substituídas pelos sistemas automatizados, outras poderão ser potencializadas e multiplicadas por eles, e os movimentos necessários para adaptar a empresa a cada situação são totalmente diferentes.
Esse é o alerta feito pelo Instituto Gartner, um dos principais especialistas mundiais em inovação. Segundo a instituição, a IA irá alterar de forma profunda a maneira pela qual os trabalhadores humanos desempenham seu trabalho, mas a realidade não é simplesmente um apocalipse de empregos. O quadro que deve ser visto é de uma grande confusão no mercado de trabalho, na qual as diversas funções serão reconfiguradas, subdivididas ou redesenhadas; cerca de 32 milhões de empregos por ano passarão por esse ajuste.
“Todos os dias, 150 mil empregos evoluirão através de requalificação, enquanto outros 70 mil precisarão ser reescritos, reformulados e redesenhados. Os líderes executivos devem planejar seus investimentos e metas em IA para antecipar e gerenciar essas mudanças. Eles precisam decidir seu destino: se vão buscar designs que priorizam o ser humano, enfatizando o apoio às pessoas em seu trabalho, ou selecionar designs que priorizam a inteligência artificial, com o objetivo de maximizar a eficiência, contando com a IA para realizar tarefas”, descreve Helen Poitevin, vice-presidente Analista Emérita do Gartner.
Os quatro quadros descritos pelo Gartner são:
1.Menos trabalhadores realizando tarefas que a IA não consegue fazer:
Os humanos decidem que a IA fará o trabalho, e ele continua sendo o mesmo, apenas “terceirizado” para a IA. Nesse caso, as pessoas devem preencher as lacunas que aparecem onde a IA não é capaz de realizar certas tarefas de forma eficaz. Esse cenário é usado, por exemplo, no atendimento ao cliente, em que colaboradores ficam responsáveis pelo trabalho que a IA não conseguiu concluir.
2.Poucos ou nenhum trabalhador administrando uma empresa AI-first (ou parte dela):
Seres humanos querem que a IA faça o trabalho, e o trabalho é transformado com menos trabalhadores do que antes. Isso representa um negócio autônomo.
3.Muitos trabalhadores ocupados usando IA para trabalhar mais ou fazer melhor:
Os seres humanos querem fazer o trabalho com IA, e o trabalho é o mesmo. A IA atua como assistente dos humanos.
4.Muitos trabalhadores inovadores combinando suas capacidades com a IA para superar as fronteiras do conhecimento:
Os humanos, nesse caso, fazem o trabalho com IA e o trabalho é transformado. Nesse formato, as pessoas podem buscar questões maiores e mais desafiadoras para encontrar soluções. Um exemplo é a medicina personalizada, que só pode acontecer se os seres humanos conectarem diferentes campos, compartilharem informações e expandirem sua compreensão sobre saúde e bem-estar.
O Gartner observa que, independentemente do cenário que os líderes executivos decidirem seguir, eles devem estar preparados para apoiar todos os quatro, já que, em uma mesma empresa, dois setores diferentes podem viver realidades distintas. Poitevin teoriza que os líderes devem enfatizar o que é possível com a Inteligência Artificial, adotando uma mentalidade de abundância na qual essa tecnologia ajudará a enfrentar os desafios — atuais e futuros — de novas maneiras. “A próxima era do desempenho empresarial não dependerá da quantidade de pessoas empregadas, mas da qualidade da colaboração entre humanos e IA”, diz Poitevin.
Saiba mais sobre o assunto nos sites TI Inside, Convergência Digital, ABES e Indústria 4.0.
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