Sudeste perde participação na produção da indústria nacional em uma década, diz CNI

04/06/2021

Em dez anos, a indústria nacional ficou menos concentrada nos estados do Sudeste e ganhou força em outras regiões do país, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A soma das produções do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo recuou 7,66 pontos percentuais entre o biênio de 2007-2008 e o biênio 2017-2018. No período analisado, o ganho mais acentuado foi observado na região Sul (alta de 2,46 pontos percentuais e Nordeste (2,06 pontos percentuais). Norte e Centro-Oeste tiveram ganhos de 1,66 e 1,48 ponto percentual, respectivamente.

A avaliação do presidente da CNI sobre esse movimento é positiva, posição também destacada em editorial do Estadão: "Essa diversificação regional é um movimento positivo, porque observamos o desenvolvimento econômico de outros estados. A indústria usualmente paga os melhores salários e fomenta indústrias menores dentro da mesma cadeia produtiva e alavanca os outros setores, como o de serviços", diz Robson Braga de Andrade.

Outros destaques

  • As maiores perdas na produção paulista se deram nos setores de celulose e papel, produtos de metal, vestuário e acessórios, e máquinas e materiais elétricos.
  • Santa Catarina ultrapassou São Paulo e tornou-se o maior estado produtor de vestuário e acessórios;
  • Bahia foi o estado que mais ganhou importância na produção da indústria de transformação. A participação do estado subiu de 2,6% para 4,05% no período;
  • Pernambuco foi o segundo estado que mais ganhou importância na produção industrial. A alta foi de 1,3 ponto percentual;
  • Mato Grosso do Sul subiu da 14ª para a 3ª colocação no ranking nacional de maiores estados produtores do setor de celulose e papel;
  • Pará foi o estado que mais ganhou espaço na produção industrial nacional (+1,5 ponto percentual), em razão do aumento do valor adicionado de sua indústria extrativa.

Leia mais sobre o levantamento da CNI em matéria d’O Globo, em https://glo.bo/3fHHcTb; na Agência Brasil, em https://bit.ly/2RNWCNz; e coluna do Estadão, em https://bit.ly/3wvrfpQ.

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