Tecnologias prometem tornar hidrogênio mais acessível
05/06/2026
O hidrogênio é visto por muitos como o combustível do futuro, por ser uma substância abundante na natureza e capaz de gerar energia com baixas emissões diretas no uso final, quando produzido por rotas de baixo carbono. O problema para sua exploração sempre foi o alto custo – econômico e ambiental – para obtê-lo. Uma série de novas tecnologias, porém, promete tornar a sua exploração economicamente viável e ambientalmente compensadora.
Na Universidade de Hong Kong, a equipe do pesquisador Mingxin Huang desenvolveu um aço inoxidável que resiste à corrosão em potenciais elétricos quase duas vezes mais elevados (1700 mV) do que o limite de cerca de 1000 mV dos aços similares. Esse potencial o torna promissor para utilização em eletrolisadores que produzem hidrogênio verde a partir da água do mar – a um custo drasticamente reduzido. Hoje, os eletrolisadores que trabalham com a água do mar (seja dessalinizada ou em soluções ácidas) precisam de componentes estruturais de titânio revestidos com ouro ou platina, em qualquer um dos casos com custos extremamente elevados.
Já um projeto no Brasil busca substituir o titânio dos eletrolisadores pelo alumínio, material que é mais abundante, leve, reciclável e barato. A pesquisa, bancada pela ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), é liderada pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha, em parceria com a rede CORNET de pesquisa, o IPT, o Instituto Senai de Inovação e a CBA (Companhia Brasileira do Alumínio).
Outros projetos, tocados por startups ao redor do mundo, buscam minerar o hidrogênio que existe no subsolo. "Mesmo que a probabilidade de sucesso seja baixa, as possíveis recompensas são tão altas que vale a pena explorar", explica Madeline Schomburg, vice-presidente da ONG de pesquisa Energy Futures Initiative. Até recentemente, acreditava-se que o hidrogênio que existisse no subsolo subiria em formato de gás até a superfície e se uniria a outras substâncias. Mas nos últimos anos diversos cientistas localizaram vários depósitos de hidrogênio em bolsões debaixo da terra. Retirá-lo de lá pode custar um sexto do que custa separar a substância da água, com a tecnologia atual.
Leia mais sobre o assunto nos sites Inovação Tecnológica, Veja e Folha de S. Paulo.
0 Comentários




